Evolução e desenvolvimento para o século XXI:
Stephen Jay Gould (1/2)

Com a queda da lei biogenética de Ernst Haeckel nos anos de 1920, o estudo evolutivo de embriões esteve perdido no limbo intelectual por décadas.  A percepção de Haeckel de que a ontogenia recapitula a filogenia estava muito falha, mas era, ao menos, direta. Os poucos pesquisadores que tentaram continuar os estudos de embriões e evolução propuseram uma confusão de diferentes tipos de mudanças evolutivas – para os quais inventaram uma mistura de nomes horríveis e confusos como pedomorfose, proterogenesis e filoembriogenesis. Ao invés disso, a maioria dos embriologistas escolhe focar no entendimento de como os embriões se desenvolvem – uma pergunta formidável – sem pensar muito sobre as implicações evolutivas de seu trabalho. Enquanto isso, biólogos evolutivos concentraram muito de seus esforços no florescente campo da genética.

Stephen Jay Gould

A Evolução (Evo) se reencontra com o Desenvolvimento (Devo)
Mais do que qualquer um, o paleontólogo de Harvard Stephen Jay Gould (esquerda) chamou novamente atenção aos embriões  como cápsulas do tempo evolutivas. Em seu marcante livro de 1977, Ontogenia e Filogenia, Gould documentou a história da pesquisa científica que havia levado a tanta confusão, mas ele também demonstrou que a riqueza de exemplos poderia ser organizada por alguns princípios simples. Imagine que o ritmo de desenvolvimento é controlado por dois botões como os que você encontraria em um rádio. Um controla a taxa na qual um organismo cresce, o outro controla a taxa na qual ele muda seu formato pelo tempo. Mutação aleatória pode acabar mudando as configurações de cada botão, aumentando ou diminuindo a velocidade da taxa na qual o embrião de uma espécie se desenvolve. Esses tipos de ajustes podem alterar o corpo inteiro do organismo ou órgãos individuais.

 
desenvolvimento de salamandra e axolotl
Salamandra e axolotl adulto

Se a evolução tivesse diminuído a taxa de mudança de formato de uma salamandra, mas mantido todo o resto, nós acabaríamos com o axolote.

•Imagem do Gould cortesia de Jon Chase/Harvard News Office, © 1997 President and Fellows of Harvard College.
• Imagem da Salamandra (Pseudotriton ruber ruber) © 2002 John White.
• Imagem do Axolote (Ambystoma mexicanum) © 2003 Jessica Miller

 


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Tradução em espanhol do site Entendendo a Evolução para Professores da Sociedade Espanhola de Evolução Biológica.